Do que você se lembra?
O que essas lembranças significam para você?
Eu sempre achei muito curioso a construção de uma memória. Existem vários tipos de memórias. Aquelas que a gente esquece em questão de segundos, aquelas que a gente não esquece nunca, aquelas que nossa mente bloqueia para nos proteger dos traumas…
Há anos cientistas tentam desvendar a mente. Algumas coisas já sabemos, outras permanecem um mistério.
Mas você já parou pra refletir no que aconteceria com você se você pudesse escolher se livrar de algumas memórias? Se memórias fossem comércio, você as trocaria por dinheiro ou comida?
Uma memória simples e desimportante, como um dia doente, ou aquela vergonha que você passou que até hoje te faz querer se esconder debaixo dos cobertores?
E se esse comércio fosse a única coisa que você pudesse fazer para alimentar a sua família? E se a escolha não fosse uma escolha de verdade, mas quase uma obrigação pela sobrevivência? O que restaria de você quando memórias o suficiente fossem arrancadas da sua mente?
O que você se tornaria?
Eu quero responder tudo isso na minha próxima história, ainda sem nome, cheia de elementos fantásticos e tudo aquilo que mais amo: conflitos internos, muita tensão política, magia vs ciência e um pouquinho de romance porque não sou de ferro.
Bem, como prometido, trouxe pra você alguns detalhes do meu trabalho atual. Admito que está sendo bem difícil me manter animada pra escrever, mas após algumas semanas atingi a linda marca de 10 mil palavras escritas!
Não sei bem qual é o objetivo, 80 ou 100 mil palavras, mas por enquanto estou deixando a história me levar para onde ela quiser. O que será de mim após esse primeiro rascunho terminar é um mistério, mas espero ainda estar por aqui contando tudo pra ti.
Ah, minha leitura atual é Aqueles que Enterrei, da Cláudia Lemes e de vez em quando dou uma lidinha no O Caminho dos Reis do Brandon Sanderson — não me julgue, o romance é de 1000 páginas, preciso ir devagar.
E você, o que tá lendo por aí?
Nos vemos na próxima? Um abraço.

